A moda é um arquiteto medíocre. Os interiores que envelhecem com graça raramente são os que se anunciaram mais alto na conclusão; são os construídos com materiais honestos por mestres que esperavam que a sua obra fosse herdada.

Pedra que ganha pátina em vez de desgaste. Marcenaria cortada para durar um século. Uma paleta suficientemente contida para que um único objeto possa transformar a divisão. São decisões que resistem à fotografia e recompensam a década — e são, quase sem exceção, mais dispendiosas no início e mais baratas ao longo de uma vida.

Quando aconselhamos sobre uma residência destinada a passar entre gerações, a conversa regressa sempre à contenção. Não ao minimalismo por si só, mas à confiança de deixar espaço para que uma vida seja vivida. Os melhores interiores, como as melhores maneiras, nunca se esforçam em demasia.